Minha filha é a família que eu construí
Sou Angélica. Cresci em um abrigo, sem pai nem mãe. Aprendi a cortar cabelo e fiz disso minha profissão.
Quando Valentina nasceu, prometi que ela teria o amor e a presença que me fizeram falta. O pai dela foi embora na gravidez. Desde então, somos nós duas.
Desta vez, foi ela quem cortou meu cabelo
Eu sempre cuidei do cabelo de outras pessoas. Com a quimioterapia, foi minha filha quem me ajudou a cortar o meu.
Ela disse que eu não precisava chorar, que ficaria linda. Eu queria ter força para acreditar só naquela frase.
O câncer de mama chegou ao pulmão. A quimioterapia deixou de funcionar, e meu médico indicou imunoterapia. Preciso conseguir pagar por esse tratamento.
Vendi o salão. Ainda não foi suficiente
Vendi a cadeira, o secador e as escovas. Depois da quimio, já não tinha força para trabalhar como antes.
Fiz o que estava ao meu alcance, mas não consegui reunir o necessário. Por isso esta campanha existe: para ajudar a custear a imunoterapia.
Valentina dorme segurando minha mão. Enquanto ela descansa, eu penso em tudo que ainda quero viver ao lado dela.
Quero estar nos próximos aniversários dela
Sei como é crescer sem ter uma mãe para chamar. Meu maior medo é que minha filha também precise enfrentar essa ausência.
Quero vê-la apagar outras velinhas, ouvir como foi a escola e continuar sendo o lugar onde ela encontra carinho.
Se puder, contribua com o tratamento. Compartilhar este pedido também ajuda a fazê-lo chegar a mais pessoas.